#26 – Festivais Nativistas

25 de junho de 2018 Youtube  Mais quieto que guri cagado.

Os festivais de música nativista tiveram origem ali na volta da década de 70. Vieram inspirados em festivais semelhantes de música regional que já acontecia nos países vizinhos, dos quais muitos artistas nossos participavam, como Cenair Maicá e Noel Guarany.

No Rio Grande do Sul o festival que abriu caminhos e é sempre a primeira referência que temos é da Califórnia da Canção Nativa, de Uruguaiana, que aconteceu no ano de 1971. Porém tem registros de um festival promovido pela TV Gaúcha em 69, outro promovido por um CTG em Santa Maria em 1970. Mas o que realmente deu a partida para a grande disseminação da música gaúcha, da musica nativa, pelo estado foi a Califórnia.

Che e a origem da California é contada no livro “Califórnia da Canção Nativa – marco de mudanças na cultura gaúcha”, de Colmar Duarte e José Édil de Lima Alves.

Nesse livro o Colmar conta que ele e alguns parceiros decidiram organizar um festival de música do Rio Grande do Sul por não terem sido classificados em um festival de músicas promovido por uma rádio de Uruguaiana. Então a ideia foi levada ao CTG Sinuelo do Pago, que primeiramente não a aceitou, mas, após Colmar ser eleito patrão, abraçou a causa. E assim surgiu a “Mãe dos Festivais”, como classificou o compositor Jerônimo Jardim.

E palavra Califórnia significa algo que traz ou propicia riqueza ou fortuna. E foi realmente isso que aconteceu, depois da primeira califórnia, tivemos muitos outros festivais que vieram.

E aí podemos citar Tertúlia de Santa Maria, Cozilha de Cruz Alta, Seara de Carazinho, Musicanto de Santa Rosa, Gauderiada, Reponte, Ponche Verde, Reculuta, Moenda, Tafona, Ronco do Bugio, Um canto pra martin fierro, entre outros.

São mais de 200 títulos de festivais que já aconteceram, infelizmente alguns não passaram de uma ou duas edições, mas teve anos que foram registrados mais de 60 festivais. Atualmente o calendário de festivais nativistas tem cerca de 30 eventos e não só no Rio Grande do Sul, vale muito a gente citar a Sapecada da Canção Nativa, de Lages, que se tornou um dos maiores e mais renomados festivais. 

Organizar um festival de música, juntar estrutura, patrocínio e tudo o que é necessário, não é nada fácil, geralmente falta incentivo, por isso as vezes em alguns anos as edições não acontecem, como foi o caso da própria Califórnia. Mas a gente tem um que nunca floxou o garrão, que é a Coxilha Nativista que vai pra sua 38ª edição.

Retruque!

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