Jader Moreci Teixeira é o nome de batismo do Leonardo, cantor e compositor de uma das mais belas músicas nativistas: Ceu, Sol, Sul, Terra e Cor.

Nasceu em 30 de novembro de 1938, na Vila de Santa Tereza, em Bagé. Filho de Lídia Teixeira e pai desconhecido. Pela dificuldade em criar, acabou vivendo em lar adotivo.

Teve que trabalhar, desde cedo na lavoura e no campo, com gado e plantações.  Mas sempre a veia artística pulsava forte. Tanto que chegou a vencer um concurso infantil de calouros nos anos 40.

Depois lá por 1957 se muda pra Porto Alegre em busca da sua mãe (que só muito mais tarde, acabaria encontrando). E na capital, passa a viver de changa, dormia e comia onde pudesse, chegando a dormir em bancos de praça.

Certa feita estava passando na frente de um circo, onde tinha uma placa: “Precisa-se de um palhaço”. Não perde a oportunidade e assume o papel de “Palhaço Sabugo” por um tempo. Neste mesmo circo foi onde aprendeu a tocar violão e cantar.

É no ano de 1959 que Jader vira Leonardo. Pois ele forma uma dupla com Leopoldo Lino dos Santos: a dupla de musica sertaneja “Leopoldo e Leonardo”. Em São Paulo gravam três discos voltados para o mercado nacional. Depois em 62, troca de parceiro e faz a dupla Leonardo e Lenoir, só que nunca chegaram a gravar nada juntos. 

Em 1964, de volta ao Rio Grande, percebeu a grande força da música regional gaúcha que se estruturava e que buscava mercado próprio. 

Aí conhece os irmãos Elmo e Bruno Neher e integra o grupo “Os Três Xirus”. E já de vereda atingem o sucesso com a música “Baile da Coceira”. E o sucesso foi internacional, por que foram, em 1965, para Portugal em uma feira e a música foi a mais tocada naquele ano lá.

E sabe quem era o padrinho musical dos 3 Xirus? Paixão Cortes. O bigodudo era metido!

Em 1971, com o grupo “Os Três Xirus”, faz o show de abertura da I Califórnia da Canção de Uruguaiana, sendo, portanto, o primeiro músico a cantar no palco principal.

Em 1975, depois de vários anos de sucesso, com dez discos gravados, sendo três em alemão para a colônia gaúcha, deixa “Os Três Xirus”, passando a integrar o conjunto “Os Vacarianos”. No final desse ano, resolve retomar a carreia solo.

Em 1976, vai a São Paulo em busca de contatos com duplas sertanejas; consegue algumas gravações, mas, sem a repercussão pretendida. Três meses depois, retorna para o Rio Grande do Sul e passa a produzir o selo fonográfico “Querência”, pelo qual trabalhou e lançou mais de 200 títulos e autores, entre os quais: “Gaúcho da Fronteira”, “Os Mirins” e “Os Atuais”.

 

Em 1978, compõe “Céu, Sol, Sul, Terra e Cor” e vence a III Ciranda Teuto Rio-Grandense de Taquara, acompanhando pelo conjunto “Os Mirins”.

Em 1979, começa a série de gravações individuais com o disco “Leonardo”, pela K-Tell. No ano de 1981 lança o LP “O Fumo”.

Em 1982, vence a Califórnia da Canção de Uruguaiana, com “Tertúlia”, acompanhado pelo conjunto “Os Serranos”. 

Lança o LP “Bagual de Chácara”, pela Discos Chororó. Prossegue em intensa série de show e lança o LP “Viva a Bombacha”, pela Chanteler.

Em 1984 sai pela Gravações Elétricas, o LP “Morocha Não”, cuja canção título era uma resposta à humorística “Morocha”, surgida em festivais.

Em 1986 vence a Ciranda das Cirandas, festival que fazia um balanço de dez anos, onde concorriam as vencedoras de cada ano. Leonardo havia vencido com “Céu, Sol, Sul, Terra e Cor”, em 1978. Lança o LP “Carta à Uruguaiana”, pela Chanteler.

Em 1987, recebe o título de “Compositor do Ano”, do Sindicato dos Compositores. Sai pela ACIT, o disco comemorativo “Leonardo – 25 Anos”.

Em 1989 lança o LP “Passo Fundo, Tchê”, pela ACIT. Um ano após, lança o disco “21 Grande Sucessos”, pela ACIT.

Em 1991 Lança o disco “Aos desgarrados do pago”, pela ACIT.

Dois anos após, lança o disco “O analista bem perto de Bagé”, mais uma vez pela ACIT. Em 1994 lança o disco “Vivências” pela ACIT. Três anos após, vence o Festival Ronco dos Roncos, em São Francisco de Paula.

Em 1997 Lança o CD “Exageros de Gaúcho”, pela USA Discos.

Em 1998, de volta à ACIT, lança “O Homem do Pala Branco”. Um ano após, recebe o troféu “Guri”, da RBS, como destaque do ano. Lança o CD “As Mais Premiadas”, pela ACIT.

Em 2000 a canção “Céu, Sol, Sul, Terra e Cor” é escolhida em enquete popular realizada pelo jornal Zero Hora como a “Música Símbolo do Rio Grande do Sul”, entre as principais músicas do século XX. Retornando à USA Discos, lança o CD “Dança do Maribondo”.

Em 2001 lança o CD “Só Sucessos”, pela USA Discos. Dois anos após, lança o CD “Os 16 Grandes Sucessos”, pela ACIT.

Em 2004 lança o CD “Pátria Azul”, pela Agevê Music.

Em 2008 lança o CD “Só Sucessos – Acústico”, pela USA Discos.

Dois anos após, em 2010, lança o CD “35 Mega Sucessos”, pela Mega Tchê.

Leonardo é sem dúvidas um dos maiores compositores da história do Rio Grande do Sul. E digo isso em número de músicas e em qualidade delas. Foram 50 anos de música e arte, levando a tradição, cultura e muita alegria por toda essa terra gaúcha.

Foi casado duas vezes e teve um filho: Jader Moreci Teixeira Filho. E ele partiu pra querencia eterna em 7 de março de 2010, de Viamão, devido a complicações decorrentes de um sério problema renal que ele tinha

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