O ano é 1933 e todos estavam se preparando pros eventos referentes ao Centenário da Revolução Farroupilha, que aconteceria em 1935. Por isso havia um certa efervescência cultural que rondava os ares do estado. 

E foi nesse contexto que Bagé, só poderia ter sido em Bagé, a rainha da fronteira, teve a ideia de organizar um evento relacionado a cultura gaúcha. Reunindo todas as atividades campeiras em formas de provas e disputas e também com um forte cunho cultural e artístico.

Então a organização ficou aos cuidados da Associação Rural de Bagé e quem tomou frente ao projeto sendo um dos principais idealizadores foi Félix Contreiras Rodrigues, que fazia parte da direção da Associação Rural de Bagé.

Então entre os dias 12 e 15 de outubro de 1933, no parque de exposições da Associação Rural de Bagé aconteceram as Gauchíadas! E dá só uma mirada nas modalidades que estavam em disputa.

Essas modalidades faziam parte de um anúncio que foi publicado no jornal Correio do Sul, de Bagé em 20 de setembro daquele ano.

  1. Exibição do Gaúcho com sua indumentária típica: prêmio
  2. Tiro de bolas: prêmio
  3. Tido de todo laço: prêmio
  4. Pealos de presilha: prêmio
  5. Pealos de cuchara: premio
  6. Pealos de bolcado: premio
  7. Ginetear em pelo: Premio Contreiras Rodrigues
  8. Ginetear em potro encilhado: premio
  9. A exibição de tranças de couro cru: premio
  10. Exibição de trabalhos femininos, tecidos grosseiros ou de agulha: premio
  11. Toques de viola, violão e gaita (tirana, anu, chimarrita, polca macanunda, meia canha, etc): premio
  12. Danças tradicionais: premio
  13. Desafio a viola ou a gaita
  14. Cavalhadas
  15. Jogo do osso: premio
  16. Um trecho de 10m de aramado: premio

Mas te falo de provas de fundamento! Era bem nítido que o objetivo dos organizadores era a exaltação e a perpetuação das atividades e da identidade das coisas terrunhas da buena gente gaúcha.

É importante destacar que esse evento de 1933 acabou sendo um marco referencial e serviu de inspiração para a Semana Crioula de Bagé criada alguns anos adiante e também para outras festas campeiras que acontecem até hoje no Rio Grande do Sul.

Essa história está no livro A Semana Crioula de Bagé, de Cláudio Antunes Bouchinha e Cláudio de Leão Lemieszek. E eu queria agradecer aos parceiros Evaldo Maleva Mendes e ao Cássio Gomes Lopes por terem me enviado as informações a respeito das gauchíadas!

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